CAMPONESES ASSENTADOS, QILOMBOLAS E POVOS E INDÍGENAS DO MARANHÃO SÃO DESRESPEITADOS PELO GOVERNO FEDERAL


Por ocasião da última ocupação da sede do INCRA – MA, dos dias 25 de agosto a 01 de setembro deste ano, o presidente do INCRA Nacional, Celso Lacerda, assumiu o compromisso de vir ao Maranhão hoje, dia 30 de setembro, para apresentar um plano de trabalho do órgão no estado.
Infelizmente, na noite de ontem, dia 29 de setembro, segundo o superintendente do órgão no estado José Inácio Sodré Rodrigues, o presidente do INCRA Nacional informou que não viria a audiência no Maranhão, com nós assentados, acampados, quilombolas, indígenas.
Essa atitude do governo federal demonstra seu descaso com a política agrária, com a titulação e a garantia do direito das famílias que atualmente ocupam os territórios de povos indígenas. O fato é, também, mais uma demonstração de submissão deste mesmo governo federal, ao autoritarismo e desmandos da máfia do Sarney, o velho oligarca, recentemente vaiado durante o festival de rock, no Rio de Janeiro.
Como foi dito hoje pela manhã no auditório do INCRA, toda esta situação é uma molecagem e um profundo desrespeito com todos nós por inúmeras pessoas que saíram de suas casas, para um encontro marcado há um mês. O que também é grave é o fato do superintendente do INCRA, José Inácio, dizer, em alto e bom som, diante de um auditório lotado, que o Maranhão “é discriminado pelo governo federal”. Enquanto o INCRA não se entende (permanecendo sob a pressão da oligarquia local) o povo segue sendo assassinado em diferentes regiões do Maranhão.

Moquibom – Movimento Quilombola (Moquibom)
Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST)
Movimento Indígenas

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Sobre Paulo Rios

Paulo Rios nasceu em Barão de Grajaú e formou-se na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no curso de História, em 1997. Ao obter o mestrado em 2001 tornou-se historiador e o doutorado em Políticas Públicas em 2007 o fez, de certa maneira, cientista político. Ao longo dos anos, fez-se militante: do movimento estudantil florianense, passando pelo movimento sindical e partidário em 33 anos de militância e experiência política, em prol de muitas categorias onde atuou: processamento de dados, bancários, servidores do Judiciário Federal e MPU, educação pública básica e ensino superior, além do movimento popular.
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